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Renovação do plano empresarial: o reajuste se decide no ano, não na carta da operadora
Quando a carta do reajuste chega, a conta já está feita. O que muda o reajuste é o que a empresa faz com a sinistralidade nos meses antes.
Resposta curta
O reajuste do plano de saúde de empresa é calculado sobre a sinistralidade: quanto o contrato usou em relação ao que pagou. Por isso o controle de sinistralidade que a ASF faz atua diretamente em cada ponto que pesa nela, do uso do pronto-socorro aos afastamentos e aos processos da empresa. É esse controle que leva a um reajuste menor na renovação.
Por que o reajuste chega alto
A operadora olha para trás: soma o que o contrato custou em consultas, exames, pronto-socorro, internações e terapias e compara com o que recebeu. Se o uso passou do ponto que ela considera equilibrado, a diferença vira reajuste. A empresa só vê esse número na renovação, quando já não dá para mudar nada.
O que puxa a sinistralidade quase sempre está dentro da empresa, e não aparece na fatura:
| Custo oculto | Onde ele aparece | Por que o RH não enxerga |
|---|---|---|
| Sinistralidade | No reajuste da renovação | O uso do plano chega como um número só, uma vez por ano, quando já virou reajuste |
| Afastamentos | Na folha, no INSS e no FAP | Cada afastamento é tratado como caso isolado, sem olhar a causa que se repete |
| Absenteísmo | Em atestados, faltas e horas extras para cobrir | Atestado de um dia não entra em relatório nenhum |
| Risco trabalhista | Em ação judicial, às vezes anos depois | Estabilidade, nexo e plano de saúde do desligado ficam em áreas diferentes |
| Processos não mapeados | Em todos os anteriores | Escala sem pausa, posto sem água, meta sem limite: ninguém liga a rotina ao custo |
Como o nosso controle de sinistralidade atua
| Ponto que pesa na sinistralidade | O que fazemos |
|---|---|
| Pronto-socorro usado como porta de entrada | Orientamos a equipe sobre o caminho certo de atendimento e acompanhamos se o uso muda |
| Doenças crônicas sem acompanhamento | Identificamos de forma anônima os grupos de risco e encaminhamos para acompanhamento antes de virar internação |
| Saúde mental e afastamentos | Ligamos atestados e afastamentos às causas na rotina e ajudamos a tratar a origem, junto com a NR-1 |
| Processos de trabalho | Mapeamos escala, pausas, metas e condições que geram desgaste e uso do plano |
| Contrato fora do perfil da equipe | Revisamos rede, acomodação e coparticipação de acordo com o uso real |
| Negociação | Chegamos à renovação com os números explicados e conduzimos a conversa técnica com a operadora |
Quando começar
Quanto antes, melhor. Ações sobre o uso precisam de meses para aparecer na sinistralidade. Para a negociação, o ideal é ter o mapeamento pronto pelo menos três meses antes da data de aniversário do contrato.
O que pedir à operadora
- O relatório de utilização do contrato, separado por tipo de atendimento.
- A memória de cálculo do reajuste: a operadora deve entregar o extrato com o cálculo pelo menos 30 dias antes de aplicar o reajuste (RN ANS nº 509/2022).
Se você ainda não tem esses documentos, a gente orienta como pedir.
Leia também: os custos ocultos da saúde na empresa · renovação do plano empresarial · gestão de sinistralidade · NR-1 e riscos psicossociais · afastamentos e saúde mental.
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Perguntas que recebemos
Dá para reduzir o reajuste depois que a carta chegou?
Dá para negociar com base no cálculo, e às vezes há erro a corrigir. Mas o que mais muda o reajuste é a sinistralidade, e ela depende do que acontece nos meses anteriores. Por isso vale começar antes.
Precisamos trocar de operadora para pagar menos?
Não necessariamente. Controlar a sinistralidade e ajustar o contrato atual costuma ser o primeiro passo. Se trocar fizer sentido, comparamos as opções.
Vocês garantem um percentual de reajuste?
Não. Quem define o reajuste é a operadora. O nosso trabalho atua sobre o que pesa no cálculo, e cada ação tem um indicador para acompanhar se funcionou.
O mapeamento tem custo?
Não. É sem custo e sem compromisso.
De onde vêm as informações
Extrato e memória de cálculo do reajuste: Resolução Normativa ANS nº 509/2022. Revisado pela ASF em outubro de 2026.